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Pix: limites, devolução pelo MED e como se proteger de golpes

Entre 20h e 6h, o total de Pix entre pessoas físicas tem limite de até R$ 1.000 por conta, que você pode pedir para ajustar no app; um aumento pedido pelo app leva no mínimo 24 horas para valer. Se você caiu num golpe, conteste o Pix no app ou no atendimento da sua instituição o quanto antes: pelo MED, o Mecanismo Especial de Devolução, dá para contestar transações de até 80 dias, e o dinheiro volta se a fraude for confirmada e houver saldo nas contas envolvidas.

Pela equipe do Oslo FinanzasPublicado em · Números conferidos com fontes oficiais em

O essencial

Limite das 20h às 6h
Até R$ 1.000 por conta, entre pessoas físicas
Fonte:Banco Central do Brasil
Aumentar o limite
Leva no mínimo 24 horas
Fonte:Banco Central do Brasil
Prazo para contestar no MED
Até 80 dias depois do Pix
Fonte:Banco Central do Brasil
Análise da contestação
Até 7 dias corridos
Fonte:Banco Central do Brasil
Aparelho novo não cadastrado
R$ 200 por Pix e R$ 1.000 por dia
Fonte:Banco Central do Brasil

Qual é o limite do Pix à noite?

A Resolução BCB nº 142/2021 manda as instituições fixarem um limite máximo de R$ 1.000 por conta para o total das transações de um mesmo meio de pagamento, como o Pix, feitas entre 20h e 6h entre pessoas físicas diferentes. A regra não é só do Pix: TED, boletos e transferências entre contas da mesma instituição também entram nela. Empresários individuais ficam fora.

Agendamentos também entram na conta. Um pagamento agendado entre 20h e meia-noite, que será liquidado antes das 6h do dia seguinte, respeita o mesmo limite. Já o Pix para empresas tem um limite próprio, diário, que você também pode gerenciar no app.

Pelos requisitos que o Banco Central define para os aplicativos, o menu Meus Limites Pix deve permitir ajustar valores separados para o período diurno e para o noturno. O app também pode deixar você mudar o início da noite de 20h para 22h.

Fontes desta parte:Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil

Como aumentar ou diminuir o limite do Pix?

Você pode pedir limites diferentes para cada período e até pedir para mudar o teto noturno de R$ 1.000. Quando o pedido é de aumento, feito pelos canais eletrônicos, a regra exige um prazo mínimo de 24 horas para ele valer. Como a resolução trata de prevenção de fraudes, esse prazo funciona como uma trava: dificulta que alguém, com o seu celular na mão ou pressionando você ao telefone, libere um valor alto na hora.

Para diminuir é diferente: os requisitos do Pix mandam o app confirmar a redução imediatamente. Também é possível cadastrar contas de confiança, como a de um familiar, com limites diferenciados; o app deve avisar que esse cadastro leva de 24 a 48 horas para valer.

Desde novembro de 2024, um celular ou computador que nunca foi usado para fazer Pix precisa ser cadastrado pela sua instituição para iniciar Pix normalmente. Enquanto esse aparelho novo não estiver cadastrado, o Banco Central informa que o Pix feito por ele fica limitado a R$ 200 por transação e a R$ 1.000 por dia.

Fontes desta parte:Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil

O que é o MED do Pix e quando ele devolve o dinheiro?

O MED, Mecanismo Especial de Devolução, é o conjunto de regras do Regulamento do Pix que permite devolver um Pix quando há fundada suspeita de fraude, quando houve falha operacional nos sistemas das instituições e em alguns problemas do Pix Automático, como uma cobrança diferente da que você autorizou.

Na prática, ele vale para golpes, invasão de conta, uso do celular roubado, coação feita por criminosos e compras em que o fraudador não entrega o produto ou entrega algo totalmente diferente. O guia do Banco Central também lista o que fica de fora: desacordos comerciais, como um produto que atrasou ou não agradou, dinheiro que acabou na conta de um terceiro de boa-fé e erros de quem pagou, como Pix para a pessoa errada, Pix repetido ou arrependimento.

Se você mandou um Pix errado, o caminho é falar com quem recebeu e pedir a devolução: o Regulamento do Pix permite que o próprio recebedor devolva o valor pelo app dele.

Fontes desta parte:Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil

Como funciona o MED passo a passo?

Desde outubro de 2025, os aplicativos têm o autoatendimento do MED, conhecido como botão de contestação: você escolhe a transação no extrato, informa que tipo de golpe sofreu e recebe um protocolo para acompanhar o pedido. Também dá para contestar pelo canal de atendimento da sua instituição. O prazo é de até 80 dias depois do Pix.

Desde 2 de fevereiro de 2026, as instituições são obrigadas a usar a recuperação de valores, a versão nova do MED. Ela rastreia o caminho do dinheiro e permite bloquear recursos não só na conta que recebeu o Pix, mas também nas contas para onde ele foi transferido depois.

Aberta a contestação, cada instituição que recebeu o dinheiro bloqueia o saldo disponível e tem até 7 dias corridos para analisar o caso. Concluída a análise, a sua instituição tem até 72 horas para pedir a devolução, e cada instituição recebedora tem até 6 horas para devolver.

O ponto mais importante: a devolução depende de existir saldo. Se o dinheiro já saiu de todas as contas, ele pode voltar só em parte ou não voltar. Por isso a rapidez faz tanta diferença.

Fontes desta parte:Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil

Caí no golpe do Pix: o que fazer agora?

Primeiro, conteste o Pix no app ou no atendimento da sua instituição assim que perceber o golpe. Pelo guia do Banco Central, na abertura do pedido a instituição não deve analisar o mérito nem pedir documentos como boletim de ocorrência: ela deve abrir a recuperação de valores imediatamente.

Depois, junte o que puder ajudar. O modelo de tela que o Banco Central define para os apps pede um relato da fraude ou documentos, como um boletim de ocorrência, que possam auxiliar na análise, e eles podem ser enviados depois, na consulta das contestações. Guarde também o comprovante do Pix e o número do protocolo.

Acompanhe o pedido pelo app. Se a análise confirmar a fraude e houver saldo, o dinheiro volta para a sua conta. E, se a instituição de quem recebeu rejeitar a notificação sem justo motivo, o Regulamento do Pix diz que ela responde pelos prejuízos causados pela falta de devolução.

Fontes desta parte:Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil

Como se proteger de golpes no Pix?

Use os limites a seu favor. Um limite noturno baixo e um limite diário parecido com o que você realmente usa reduzem o estrago se alguém pegar seu celular ou convencer você a transferir. Antes de confirmar qualquer Pix, confira o nome de quem vai receber, como recomenda o próprio Banco Central.

As regras também ficaram mais duras para quem aplica golpes. Desde novembro de 2024, quando uma instituição confirma que um usuário se envolveu em fraude no Pix, ela deve rejeitar todas as transações Pix enviadas ou recebidas por ele, exceto devoluções. E, desde outubro de 2025, as instituições devem rejeitar transferências para contas com fundada suspeita de envolvimento em fraude.

Muitos golpes apostam na pressa. Em Your Money or Your Life, Vicki Robin e Joe Dominguez propõem enxergar o dinheiro como horas de vida: quanto tempo do seu trabalho custou cada real. Antes de um Pix feito sob pressão, faça essa conta. Se o valor representa uma semana do seu trabalho, ele merece cinco minutos para você ligar para a pessoa por outro número e confirmar.

Fontes desta parte:Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil, Your Money or Your Life

Perguntas frequentes

Qual é o limite do Pix entre 20h e 6h?

Por regra do Banco Central, as instituições devem limitar a R$ 1.000 por conta a soma dos Pix entre pessoas físicas feitos entre 20h e 6h. A mesma regra vale para TED, boletos e transferências na mesma instituição. Você pode pedir limites diferentes no menu de limites do app, e alguns apps permitem mudar o início do período noturno para 22h.

Fonte:Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil

Quanto tempo demora para aumentar o limite do Pix?

O aumento pedido pelos canais eletrônicos leva no mínimo 24 horas para valer, como manda a Resolução BCB nº 142/2021. Já a redução deve ser confirmada na hora pelo app. O cadastro de uma conta de confiança, com limite diferenciado, leva de 24 a 48 horas. Esses prazos ajudam a impedir que alguém libere valores altos de uma hora para outra.

Fonte:Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil

Mandei um Pix para a chave errada: o MED devolve?

Não. Erros de quem paga, como digitar a chave errada, repetir o Pix ou se arrepender, não entram no MED, que serve para fraude, golpe ou falha operacional. Nesse caso, fale com quem recebeu e peça a devolução: o recebedor pode devolver o valor pelo próprio app. Por isso vale sempre conferir o nome do destinatário antes de confirmar.

Fonte:Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil

Qual o prazo para pedir a devolução de um Pix pelo MED?

Você pode contestar transações feitas há até 80 dias, pelo botão de contestação no app ou pelo atendimento da sua instituição. Mesmo com esse prazo, não espere: as instituições que receberam o dinheiro bloqueiam apenas o saldo que encontram e têm até 7 dias para analisar. Quanto antes o pedido for aberto, maior a chance de o dinheiro ainda estar disponível.

Fonte:Banco Central do Brasil

Preciso de boletim de ocorrência para contestar um Pix?

Não para abrir o pedido. O guia do Banco Central diz que a instituição deve abrir a recuperação de valores logo após a sua reclamação, sem pedir documentos como boletim de ocorrência. Depois, o próprio app pode pedir um relato ou documentos, como o boletim, para ajudar na análise. Registrar a ocorrência e guardar o protocolo deixa o seu pedido mais completo.

Fonte:Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil

O MED garante que vou receber o dinheiro de volta?

Não garante. A devolução só acontece se a análise confirmar a fraude e se houver saldo na conta que recebeu o Pix ou em outras contas envolvidas no golpe. A recuperação de valores, obrigatória desde 2 de fevereiro de 2026, rastreia as contas para onde o dinheiro foi transferido, o que aumenta as chances, mas não as transforma em certeza.

Fonte:Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil, Banco Central do Brasil

Fontes (em espanhol)

Cada número deste artigo vem destas páginas. As oficiais são de órgãos do governo; a imprensa só dá contexto.

  1. Resolução BCB nº 142/2021, arts. 2º, 2º-A e 3º (limite noturno, prazo para aumentar limites e contas com suspeita de fraude) Banco Central do Brasil Oficial consultada em
  2. Resolução BCB nº 1/2020, Regulamento do Pix, arts. 41 a 41-I, 89 (§§ 6º a 9º, cadastro de dispositivos) e 121 (devoluções, MED e recuperação de valores) Banco Central do Brasil Oficial consultada em
  3. Guia de implementação dos procedimentos de devolução no Pix, com ênfase no Mecanismo Especial de Devolução (versões 4.3 e 4.4, com os mesmos prazos) Banco Central do Brasil Oficial consultada em
  4. Requisitos mínimos para a experiência do usuário do Pix, versão 7.3 (Meus Limites Pix e autoatendimento do MED) Banco Central do Brasil Oficial consultada em
  5. Relatório de Gestão do Pix 2023-2025 (autoatendimento do MED, cadastro de dispositivos e bloqueio de fraudadores) Banco Central do Brasil Oficial consultada em

Isto é educação financeira, não assessoria: o Oslo não recomenda créditos nem investimentos. As regras mudam: confira sempre a fonte oficial antes de decidir.

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