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O seu 13º já tem dono: decida você antes de dezembro

Sou a Marranita, e dezembro é a minha época favorita para fazer “plim!” Mas o dinheiro extra de fim de ano chega justo quando tudo convida a gastar, então te proponho dividi-lo antes que ele chegue.

MarranitaSuas metas e o que você guarda.

Atualizado em

Se você não divide, ele se divide sozinho

No Brasil é o 13º salário; na Colômbia, a prima; no México, o aguinaldo; em outros países, tem outros nomes. Seja qual for, é um dinheiro extra que chega quando há presentes, viagens, festas e promoções por todo lado. Sem um plano, ele vai embora em presentes e vontades, e em janeiro chegam as contas de sempre sem nada guardado.

Por isso, o melhor momento para decidir o que fazer com o seu 13º é antes de recebê-lo, com a cabeça fria. Te proponho um plano simples em quatro partes, nesta ordem.

1. Primeiro, a sua dívida mais cara

Se você tem dívidas, um pagamento extra na que cobra mais juros te economiza mais do que qualquer promoção. Procure nos extratos a taxa de cada dívida e ordene da maior para a menor: muitas vezes o cartão de crédito, o cheque especial ou os empréstimos rápidos ficam no topo.

Ao fazer o pagamento extra, pergunte ao banco como aplicá-lo para reduzir o saldo devedor, e não apenas adiantar a próxima parcela. Assim você paga menos juros nos meses seguintes.

2. Depois, a sua reserva de emergência

Se você ainda não tem um mês de gastos essenciais guardado, esta é a oportunidade. Uma reserva de emergência evita que o próximo imprevisto vá parar no cartão. Se você já tem esse primeiro mês, avance para o segundo. Guarde separado do que você gasta, para que dezembro não o encontre.

3. Um pedaço para janeiro

Janeiro chega com contas: matrícula, material escolar, seguros, impostos do início do ano e as parcelas do que você comprou em dezembro. Separe uma parte para esses gastos e anote desde já o que vence, para que nada te pegue de surpresa. Com um colchão, o aperto de janeiro fica muito mais leve.

No Oslo você pode adicionar desde já o que vence em janeiro e receber um aviso antes de cada pagamento.

4. E um mimo, planejado

Aproveitar também faz parte do plano. Decida um valor para presentes, uma saída ou algo que você queira, e respeite esse valor. Com limite e sem culpa: um mimo planejado é mais gostoso do que um improvisado que pesa depois.

Não existem porcentagens perfeitas. Se você tem dívidas caras, dê mais peso à primeira parte; se não tem, à reserva e às suas metas. O importante é que cada parte tenha um número antes de o dinheiro chegar. Escreva hoje: dívida, reserva, janeiro e mimo, cada um com o seu valor.

Perguntas frequentes

O que fazer com o 13º salário?

Divida antes de receber, em quatro partes: um pagamento extra na dívida mais cara, um aporte na reserva de emergência, um pedaço para as contas de janeiro e um mimo com limite. A ordem importa, porque a dívida com mais juros é a que mais te custa. Se você não tem dívidas, dê mais peso à reserva e às suas metas.

É melhor usar o 13º para pagar dívidas ou guardar?

Depende das suas dívidas. Se você tem uma com juros altos, como o cartão de crédito ou o cheque especial, um pagamento extra costuma economizar mais do que você ganharia guardando o dinheiro. Mesmo assim, vale separar algo para emergências, para não voltar ao cartão no primeiro imprevisto. Dividir entre as duas coisas é um bom começo.

Quanto do 13º posso gastar com mimos?

Não existe um número único. Primeiro cubra o que mais te custa ou te protege: a dívida mais cara, a reserva de emergência e o que vence em janeiro. O que sobrar depois dessas partes pode ir para um mimo, com um limite que você decide antes. Aproveitar é bom; o importante é que o mimo também seja planejado.

Isto é educação financeira, não assessoria: o Oslo não recomenda créditos nem investimentos. As decisões sobre o seu dinheiro são suas.

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