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Método Kakebo: como funciona o livro de contas japonês e como usá-lo para poupar todo mês

O Kakebo, também escrito kakeibo, é um método japonês para cuidar das contas da casa: no começo do mês você decide quanto quer poupar, durante o mês anota cada gasto em uma das suas quatro categorias e, no fim, revisa como foi para saber o que melhorar. Ele só pede constância: funciona tanto num caderno quanto no celular.

Pela equipe do Oslo FinanzasPublicado em · Números conferidos com fontes oficiais em

O essencial

O que é
Um diário de contas para definir metas de poupança e anotar os gastos
Fonte:Penguin Random House
No começo do mês
Você decide quanto quer poupar e o que vai fazer para conseguir
Fonte:Penguin Random House
Durante o mês
Você anota os gastos, de preferência todo dia, e os agrupa
Fonte:Banco Central do Brasil
No fim do mês
Uma revisão para ajustar os gastos e ver se as metas estão sendo cumpridas
Fonte:Finanzas para Todos, Banco de España y CNMV (España)
Em espanhol
Kakebo: el arte japonés de ahorrar dinero (Planeta, 2019)
Fonte:Editorial Planeta

O que é o método Kakebo?

Kakebo, ou kakeibo, é o diário de orçamento usado no Japão para definir metas de poupança e acompanhar os gastos da casa. Você planeja a poupança no começo do mês, anota o que gasta a cada semana e, no fim, vê como foi. Não tem fórmulas nem exige saber de finanças: propõe um hábito, prestar atenção em cada gasto e decidir com calma no que você quer usar o seu dinheiro.

Um livro que explica o método passo a passo é o da escritora Fumiko Chiba, que reuniu conselhos de especialistas japoneses em kakebo, jornalistas de finanças, blogueiros de economia e usuários de longa data. Em inglês, ele saiu em 2017 no Reino Unido, pela Penguin, e em 2018 nos Estados Unidos, pela Tarcher, da Penguin Random House; a Editorial Planeta o publicou em espanhol em 2019 como Kakebo: el arte japonés de ahorrar dinero. É, acima de tudo, um diário para preencher: traz as perguntas e os espaços de cada semana.

Não é preciso conhecer a história dele para usá-lo: o que importa é o ritual de planejar, anotar, agrupar e revisar.

Fontes desta parte:Penguin Random House, Penguin Books (Reino Unido), Editorial Planeta, Kakebo: el arte japonés de ahorrar dinero (Kakeibo: The Japanese Art of Saving Money)

Quais são as quatro categorias do Kakebo?

O Kakebo divide cada gasto em quatro grupos. Necessidades, ou sobrevivência: o que você não pode deixar de pagar, como comida, moradia, transporte ou saúde. Desejos: o que você gosta, mas poderia evitar, como comer fora, delivery ou uma compra por impulso. Cultura: livros, cursos, música ou uma exposição. Imprevistos, ou extras: o que não estava no plano, como um presente, um conserto ou uma consulta médica.

O rótulo importa menos que a pergunta que ele obriga você a fazer: eu precisava disso, isso me trouxe algo ou foi só costume? Os órgãos públicos de educação financeira propõem classificações parecidas. O Finanzas para Todos, programa do Banco da Espanha e da CNMV, sugere separar gastos fixos obrigatórios, variáveis necessários e discricionários, ligados ao lazer. O Banco Central do Brasil fala em gastos necessários, supérfluos e desperdícios, que são os que não trazem bem-estar, como pagar por algo e não usar.

Fontes desta parte:Kakebo: el arte japonés de ahorrar dinero (Kakeibo: The Japanese Art of Saving Money), Finanzas para Todos, Banco de España y CNMV (España), Banco Central do Brasil

Quais são as quatro perguntas do Kakebo?

No começo do mês, o Kakebo faz duas perguntas. Quanto dinheiro você tem? Anote o que vai receber e desconte o que é fixo: aluguel, contas da casa, parcelas. Quanto você quer poupar? Escreva um valor concreto e o que vai fazer para chegar lá.

No fim do mês vêm as outras duas. Quanto você gastou? Some cada categoria e compare com o que você esperava. Como você pode melhorar? Não é uma prova: procure uma mudança concreta para o mês seguinte, como cozinhar em casa mais duas noites ou cancelar algo que você já não usa.

Um exemplo com números redondos: se neste mês você recebe 1.000 e os gastos fixos somam 600, sobram 400. Se decidir poupar 100, você organiza o resto do mês com 300. Se no fechamento as quatro categorias somarem 280, sobraram 20, que também podem ir para a poupança. A moeda não importa: a conta é a mesma em reais, pesos, soles ou dólares.

Fontes desta parte:Kakebo: el arte japonés de ahorrar dinero (Kakeibo: The Japanese Art of Saving Money), Penguin Random House

Como fazer o Kakebo passo a passo?

O Banco Central do Brasil propõe montar o orçamento em quatro etapas muito parecidas com o Kakebo: planejamento, registro, agrupamento e avaliação. Planejar é estimar o que vai entrar e sair no mês, separando o que é fixo do que é variável, com base no que aconteceu nos meses anteriores.

Registrar é anotar todos os gastos, de preferência diariamente, para não esquecer nenhum. O Finanzas para Todos lembra que os pequenos gastos do dia a dia, como cafés, lanches ou comida por delivery, também somam.

Agrupar é juntar esses gastos por categorias, por exemplo uma vez por semana, para ver que parte do que você ganha vai para cada coisa. E avaliar é a pergunta final do mês. O Finanzas para Todos recomenda uma revisão mensal para ajustar os gastos, corrigir desvios e ver se as metas estão sendo cumpridas, e sugere manter o registro por dois ou três meses para que a foto seja realista.

Fontes desta parte:Banco Central do Brasil, Finanzas para Todos, Banco de España y CNMV (España), Finanzas para Todos, Banco de España y CNMV (España), Penguin Random House

Kakebo no papel ou no celular?

O livro de Chiba é um diário para preencher à mão, e para muita gente isso faz parte do encanto: escrever obriga a parar um instante antes de seguir. Mas o método não depende do papel.

O Banco Central do Brasil lembra que existem ferramentas de todo tipo, desde um pedaço de papel e um lápis até planilhas e aplicativos, e que o melhor é usar a que deixa você mais confortável. O Finanzas para Todos também cita a planilha ou um aplicativo de celular. O que não muda é a regra: anotar na hora, e não de memória no fim do mês.

Fontes desta parte:Penguin Books (Reino Unido), Banco Central do Brasil, Finanzas para Todos, Banco de España y CNMV (España)

Para quem o Kakebo funciona e quando fica mais difícil?

Funciona para quem sente que o dinheiro some sem saber para onde, para quem gosta de rituais e para quem quer poupar sem fazer contas complicadas. Também serve para quem tem renda variável: nesse caso, a primeira pergunta do mês é respondida com um valor prudente, que se ajusta conforme o dinheiro entra.

Fica mais difícil se você não gosta de anotar ou espera resultados na primeira semana. Se no começo for difícil, não desanime: o Banco Central do Brasil lembra que é normal ter dúvidas quando começamos algo novo. E lembre-se dos limites dele: o Kakebo mostra para onde vai o seu dinheiro, mas não substitui uma reserva de emergência nem um plano para pagar dívidas.

Fontes desta parte:Kakebo: el arte japonés de ahorrar dinero (Kakeibo: The Japanese Art of Saving Money), Banco Central do Brasil

Como fazer no Oslo

No Oslo, cada gasto é anotado com o botão + no centro da barra: escolha “Gasto”, escreva o “Valor”, a “Categoria”, de onde saiu em “Pago com” e, se quiser, uma “Nota”. As categorias do Oslo são mais detalhadas que as quatro do Kakebo, mas dá para lê-las do mesmo jeito: “Mercado”, “Transporte”, “Casa” e “Saúde” costumam ser necessidades; “Lazer” e “Roupas”, desejos; e “Estudos”, cultura. Com o plano Personal você cria as suas em Mais, em “Suas categorias”, inclusive as quatro do método.

Os dias em branco também contam. A partir das 17h, se você ainda não anotou nada no dia, Hoje pergunta “Você gastou algo hoje?” e você pode tocar em “Hoje não gastei”: esse dia soma na sua sequência, como uma página sem gastos no caderno.

Para as perguntas do mês: em Mais, em “Seu dinheiro”, abra “Orçamentos” e decida quanto gastar em cada categoria; em Dinheiro, com “Nova meta”, dá nome e valor ao que quer poupar. No fechamento, em Hoje, “Para onde foi neste mês” mostra cada categoria, e no “Histórico” você pode filtrar por “Categoria”. A quarta pergunta, como melhorar, quem responde é você.

Perguntas frequentes

O que significa Kakebo?

Kakebo, também escrito kakeibo, é o nome do diário de contas usado no Japão para definir metas de poupança e acompanhar os gastos da casa. As edições de Fumiko Chiba, publicadas pela Penguin em inglês e pela Planeta em espanhol, o apresentam assim: um caderno para planejar o mês, anotar o que você gasta e revisar como foi.

Fonte:Penguin Random House, Editorial Planeta

Quais são as quatro perguntas do Kakebo?

No começo do mês: quanto dinheiro você tem? E quanto quer poupar? No fim: quanto você gastou? E como pode melhorar? As duas primeiras obrigam você a decidir a poupança antes de gastar; as duas últimas transformam o que você anotou numa lição para o mês seguinte. Responda por escrito e com valores concretos, mesmo que aproximados.

Fonte:Kakebo: el arte japonés de ahorrar dinero (Kakeibo: The Japanese Art of Saving Money)

Quais são as categorias do Kakebo?

São quatro: necessidades ou sobrevivência (comida, moradia, transporte, saúde), desejos (comer fora, vontades, compras que você poderia evitar), cultura (livros, cursos, música) e imprevistos ou extras (presentes, consertos, uma consulta médica). O Finanzas para Todos, da Espanha, propõe uma ideia parecida, com três grupos: gastos fixos obrigatórios, variáveis necessários e discricionários, ligados ao lazer.

Fonte:Kakebo: el arte japonés de ahorrar dinero (Kakeibo: The Japanese Art of Saving Money), Finanzas para Todos, Banco de España y CNMV (España)

Quanto dá para poupar com o método Kakebo?

Não existe um valor fixo: o método não promete um percentual, e quanto você vai poupar depende da sua renda e dos seus gastos. O que ele faz é levar você a decidir a poupança no começo do mês e a ver para onde vai o dinheiro. O Finanzas para Todos recomenda destinar uma parte da renda à poupança, por menor que seja, e revisar o orçamento todo mês.

Fonte:Kakebo: el arte japonés de ahorrar dinero (Kakeibo: The Japanese Art of Saving Money), Finanzas para Todos, Banco de España y CNMV (España)

Dá para fazer o Kakebo no celular?

Sim. O livro é um diário para preencher à mão, mas o método funciona do mesmo jeito numa planilha ou num aplicativo. O Banco Central do Brasil diz que há ferramentas que vão do papel e do lápis até os aplicativos, e que vale usar a que deixa você mais confortável. O importante é anotar na hora e revisar todo mês.

Fonte:Banco Central do Brasil, Penguin Random House

Fontes (em espanhol)

Cada número deste artigo vem destas páginas. As oficiais são de órgãos do governo; a imprensa só dá contexto.

  1. Kakeibo: The Japanese Art of Saving Money, Fumiko Chiba (Tarcher, 2018): descripción del libro Penguin Random House Autor do método consultada em
  2. Kakeibo: The Japanese Art of Budgeting & Saving Money, Fumiko Chiba (Penguin, 2017): descripción y autora Penguin Books (Reino Unido) Autor do método consultada em
  3. Kakebo: El arte japonés de ahorrar dinero, Fumiko Chiba, traducción de Gemma Deza Guil (2019) Editorial Planeta Autor do método consultada em
  4. Siete pasos para crear tu presupuesto mensual (4 de junio de 2025) Finanzas para Todos, Banco de España y CNMV (España) Oficial consultada em
  5. 7 consejos prácticos para construir hábitos financieros saludables (5 de septiembre de 2025) Finanzas para Todos, Banco de España y CNMV (España) Oficial consultada em
  6. Caderno de Educação Financeira: Gestão de Finanças Pessoais, versão 2026 (módulo 2, orçamento, pp. 25-30; gastos necessários, supérfluos e desperdícios, p. 44) Banco Central do Brasil Oficial consultada em

Isto é educação financeira, não assessoria: o Oslo não recomenda créditos nem investimentos. As regras mudam: confira sempre a fonte oficial antes de decidir.

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