Como começar a guardar dinheiro se no fim do mês nunca sobra nada?
Eu sou a Marranita. Durante meses esperei o fim do mês para ver o que sobrava, e nunca sobrava nada. Queria que alguém tivesse me dito isto antes de eu começar a guardar dinheiro; por isso estou te contando.
MarranitaSuas metas e o que você guarda.
Atualizado em
Guardar dinheiro não é juntar o que sobra
A ideia de guardar “o que sobrar” parece razoável, mas quase nunca funciona. O gasto se ajusta ao dinheiro disponível: se tem na conta, sempre aparece algo em que usar. Um delivery, uma saída, uma promoção. No fim do mês não é que você esbanjou: é que ninguém deu um lugar para a economia.
A mudança que funcionou para mim foi inverter a ordem. Em vez de salário, gasto e economia, passei para salário, economia e gasto.
1. Primeiro separe, depois gaste
No dia do pagamento, separe a sua parte antes de comprar qualquer coisa. O que sobra é o que você gasta. Se puder, mova para uma conta ou uma caixinha diferente da que usa no dia a dia, para não misturar; e se o seu banco deixa agendar a transferência para o dia do pagamento, melhor ainda, porque não depende da força de vontade.
No começo é estranho ter “menos” para o mês. Em poucas semanas você se acostuma, e o que separou deixa de parecer algo que tiraram de você.
2. Dê nome e data
«Viagem para a praia em dezembro» acontece. «Guardar dinheiro», assim, solto, quase nunca. Um nome lembra para que você está guardando, e uma data diz quanto separar a cada vez: divida o que falta pelos salários ou semanas que restam.
Com nome e data você também sabe se está indo bem. Se atrasar, ajusta o valor ou a data, em vez de sentir que falhou e desistir.
3. Primeiro a reserva, depois a viagem
Um mês de gastos essenciais guardado te salva de pagar um susto no cartão. Gastos essenciais são os que você não pode deixar de pagar: aluguel, contas da casa, comida, transporte e parcelas. Some tudo e esse é o seu primeiro objetivo.
Sem essa reserva, qualquer imprevisto, como um conserto, uma consulta médica ou um mês com menos renda, acaba no cartão ou num empréstimo, e a dívida come o que você ia guardar. Com ela, o susto é pago e as suas metas continuam de pé.
4. Pouco e sempre ganha de muito e nunca
Um valor fixo a cada salário, mesmo pequeno, constrói mais do que uma quantia grande que você só separa quando lembra. O que importa no começo é o hábito: separar dinheiro é a primeira coisa que acontece a cada pagamento. Quando a sua renda subir ou você terminar de pagar uma dívida, aumente um pouco.
Se quiser saber quanto guardar por semana para chegar à sua meta a tempo, no Oslo você pode perguntar ao assistente (vem com o plano Personal), e ele responde com os seus próprios números.
Perguntas frequentes
Quanto do salário devo guardar?
Não existe uma porcentagem que sirva para todo mundo. O mais útil no começo é escolher um valor fixo que você consiga manter a cada pagamento, mesmo pequeno, e separar antes de gastar. Quando a sua renda subir ou você quitar uma dívida, aumente. A constância constrói mais do que um valor grande que você não consegue manter.
O que vem primeiro, a reserva de emergência ou guardar para uma meta?
Para muita gente, a reserva vem primeiro. Um mês de gastos essenciais guardado, como aluguel, contas da casa, comida, transporte e parcelas, evita que um imprevisto vá parar no cartão e coma as suas outras metas. Enquanto monta a reserva, você pode separar um pouco para a meta, para não perder a vontade.
Onde guardar o dinheiro que economizo?
O mais importante é que fique separado do dinheiro que você usa no dia a dia, para não se misturar com os gastos do mês. Pode ser uma conta à parte ou uma caixinha no app do seu banco. Escolha uma instituição autorizada pelo regulador financeiro do seu país (no Brasil, o Banco Central) e desconfie de qualquer promessa de ganho rápido ou garantido.
Isto é educação financeira, não assessoria: o Oslo não recomenda créditos nem investimentos. As decisões sobre o seu dinheiro são suas.

